Lembra deles? Orelhões resistem em quase 100 cidades do RS que não têm cobertura de celular (e não devem ser retirados tão cedo)

  • 18/02/2026
(Foto: Reprodução)
Fim da era dos orelhões Você deve ter percebido: os orelhões estão cada vez mais raros no Rio Grande do Sul. Apesar da retirada dos telefones públicos estar prevista em todo o país, 97 municípios gaúchos continuarão com o serviço até dezembro de 2028, por não terem cobertura de telefonia móvel. Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No estado, ainda existem 155 telefones de uso público obrigatórios. Desse total, 59 estão ativos, 74 em manutenção e 22 não têm informação atualizada sobre a situação. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp “As concessionárias foram obrigadas a manter os orelhões apenas nas localidades onde não há outro serviço de voz substituto, como a telefonia celular”, explica Marcos Carozza, gerente de Controle de Obrigações e Universalização da Anatel. Em Porto Alegre, restam apenas três orelhões, todos pichados, quebrados e fora de funcionamento. Um dos aparelhos remanescentes fica na Av. Osvaldo Aranha, no Centro da capital, em frente ao prédio onde o zelador Carlos Abbadi trabalha. "Acho que vai acabar tudo. É uma pena", lamenta Abbadi. Zelador Carlos Abbadi, que já trabalhou com instalação de orelhões Pietro Oliveira/ RBS TV Desativado há cerca de três anos, o orelhão faz parte da história dele: durante uma década, Abbadi instalou mais de 400 equipamentos em diversas cidades do estado. Cada aparelho levava, em média, dois dias para ser instalado. "Primeiro fazia a base, deixava o cimento secar. Depois vinha, colocava o telefone e puxava a rede”, recorda. O primeiro orelhão do RS O primeiro orelhão do RS foi instalado em março de 1973, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre Memorial O primeiro orelhão do Rio Grande do Sul foi instalado em março de 1973, na Praça da Alfândega. (Veja foto acima) À época, o serviço era operado pela Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), e as ligações eram feitas com fichas. O modelo arredondado que se tornou símbolo dos telefones públicos no Brasil foi criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, em 1971, quando chefiava o Departamento de Projetos da companhia. Custo e acessibilidade Orelhão original, igual aos modelos do primeiro lote instalado, pode ser visto no Memorial da Companhia Riograndense de Telecomunicações Pietro Oliveira/ RBS TV Para parte da população idosa, o fim dos orelhões também tem impacto financeiro e de acessibilidade. Moradora da Zona Norte de Porto Alegre, a aposentada Maria Filomena Rodrigues vive com uma renda que, segundo ela, mal cobre as despesas do mês. Além do custo do aparelho, diz ter dificuldade no manuseio do celular: "Se eu tivesse um orelhão, comprava uma fichinha de R$ 2 ou R$ 3 e ligava. Se eu perder o celular, não tenho dinheiro para comprar outro", confessa. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/02/18/lembra-deles-orelhoes-resistem-em-quase-100-cidades-do-rs-que-nao-tem-cobertura-de-celular-e-nao-devem-ser-retirados-tao-cedo.ghtml


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