Família Aguiar está desaparecida há 150 dias no RS: saiba em que fase o caso se encontra 5 meses depois
23/06/2026
(Foto: Reprodução) Áudio com IA: vítimas desaparecidas no RS foram atraídas por áudio falso
Cento e cinquenta dias após o desaparecimento da família Aguiar, as buscas pelos corpos seguem em andamento, mas sem novas descobertas, segundo a Polícia Civil. Enquanto isso, o processo criminal que avança na Justiça do Rio Grande do Sul está na fase de resposta à acusação por parte das defesas.
De acordo com o Tribunal de Justiça do RS, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana e principal suspeito, segue preso. A atual esposa dele e o irmão, que também são réus, respondem ao processo em liberdade.
🔎 Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde 24 e 25 de janeiro.
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De acordo com o delegado responsável pelo caso, as diligências continuam mesmo com o inquérito policial já encerrado, em abril:
"Ainda terminamos umas análises de dados, mas não surgiu nada novo ou diferente do que já havíamos apurado", comenta o delegado Anderson Spier.
A polícia vê como remotas as chances de encontrar com vida os três integrantes da família Aguiar desaparecidos desde janeiro. Por isso, a investigação é tratada como um feminicídio e um duplo homicídio.
Suspeitos
O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana. Ele responde por oito crimes: dois feminicídios (de Silvana e Dalmira), um homicídio qualificado (de Isail), além de ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.
O g1 entrou em contato com o advogado Jeverson Barcellos, que era responsável pela defesa de Cristiano, mas ele comunicou que apresentou uma petição à Justiça na segunda-feira (22) informando que deixou o caso envolvendo o policial militar.
Cristiano Domingues Francisco, suspeito no desaparecimento da família Aguiar
Renan Mattos / Agencia RBS
Também são réus a atual esposa dele, Milena Ruppental Domingues, acusada de participação nos homicídios e outros crimes, e o irmão de Cristiano, Wagner Domingues Francisco, que responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
A defesa de Milena não retornou a reportagem com um posicionamento e o advogado responsável por Wagner, Ricardo Breier, disse que não vai se manifestar.
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Na esfera judicial, a denúncia apresentada pelo Ministério Público já foi recebida, e os três investigados seguem como réus. Conforme o Tribunal de Justiça, o processo está atualmente no prazo de resposta à acusação, etapa em que os advogados apresentam as primeiras alegações de defesa.
De acordo com a investigação policial, o crime teria sido planejado e estaria relacionado a desavenças pela guarda do filho do casal e também a questões patrimoniais. A apuração aponta que Silvana teria sido morta na própria casa e que os pais dela teriam sido atraídos ao local e assassinados posteriormente, em um esquema que incluiu tentativas de despistar as investigações.
Mesmo sem a localização dos corpos, o inquérito foi concluído com o indiciamento de seis pessoas. O Ministério Público denunciou três deles — Cristiano, Milena e Wagner — por participação nas mortes e por ações para dificultar a investigação.
Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar
Imagens cedidas/Polícia Civil
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