Cinco meses após o crime da mala, corpo de mulher assassinada pelo namorado é sepultado no RS
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Crime da mala: Familiares se despedem de mulher cinco meses após o crime
Mais de cinco meses após o crime, amigos e familiares se despediram de Brasília Costa, de 65 anos. A mulher foi morta e esquartejada pelo companheiro. Em agosto do ano passado, o publicitário Ricardo Jardim deixou uma mala com o tórax da mulher no guarda-volumes da Rodoviária de Porto Alegre. Outras partes do corpo da vítima foram encontradas em outros pontos da capital gaúcha.
O velório de Brasília aconteceu nesta sexta no Cemitério Municipal de Jaguarão, no Sul do RS, cidade onde ela morou durante a infância e a juventude. A cerimônia durou pouco mais de uma hora, cerca de 30 minutos a menos do que o previsto inicialmente. O sepultamento ocorreu por volta das 9h15.
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O irmão dela, Manoel Telles, ainda mora em Jaguarão e lamentou muito a perda da irmã. Ele ficou todo o tempo ao lado do caixão de Brasília.
O genro de Manoel, Mateus Vaz, contou que os últimos meses entre a descoberta do corpo e o encaminhamento até o sul do estado foram de muita angústia pra família.
"Esses meses foram bem difíceis, principalmente para o seu Manoel. Desejamos agora que a justiça seja feita. Se ele não tivesse sido solto lá atrás, hoje ela estaria conosco", afirmou.
O processo ainda tramita no judiciário. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) marcou uma audiência para o próximo dia 25 de fevereiro, mas não definiu uma data para o julgamento.
Relembre o caso
O publicitário Ricardo Jardim, suspeito de matar, esquartejar e esconder as partes do corpo de sua namorada em Porto Alegre foi denunciado pelo Ministério Público do RS (MPRS) por oito crimes, incluindo feminicídio, ocultação de cadáver e falsificação de documentos. A Justiça aceitou a denúncia e o suspeito virou réu.
Jardim havia sido indiciado pela Polícia Civil no fim de outubro por sete crimes. O MPRS acrescentou à denúncia o crime de vilipêndio de cadáver - que consiste no ato de desrespeitar, ultrajar ou menosprezar um corpo morto.
O suspeito está preso preventivamente desde setembro de 2025. A Defensoria Pública do Estado, responsável pela defesa de Jardim, afirma que só vai se manifestar nos autos do processo.
A investigação teve início depois que o torso do cadáver foi achado dentro de uma mala em um armário da rodoviária da capital em agosto de 2025. A polícia segue em busca do crânio da mulher.
O primeiro descarte de partes do corpo ocorreu em 13 de agosto, em um local ermo, sem movimento ou câmeras de segurança, na Zona Leste da capital.
Já o segundo ato foi registrado em 20 de agosto, na rodoviária, um espaço de grande circulação e monitoramento. As pernas foram encontradas em dois trechos diferentes da Zona Sul.
O suspeito foi identificado a partir de imagens de uma câmera de segurança do estabelecimento comercial. Em certo momento da gravação, ele é visto abaixando a máscara que usava e que aparecia vestindo no vídeo registrado na rodoviária da capital.
Brasília Costa
Arquivo pessoal
Linha do tempo: homem preso após abandonar mala com corpo na rodoviária de Porto Alegre
Infográfico/g1
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